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Enquanto não tem que se expor, está vivendo como se fosse normal, como interfere nas situações de exposição social, acaba comprometendo muito mais o funcionamento da pessoa, do que outras fobias específicas. "Acaba prejudicando funcionamento ocupacional, às vezes a pessoa não assume cargos que poderia assumir ou por medo, não consegue atingir as metas pessoais, ter relacionamentos amorosos e enfrentar uma série de situações", encerrou a psiquiatra.

 

Pessoas fóbicas em geral foram educadas

dentro de modelos muito rígidos

 

Se as crianças podem não perceber a fobia como uma perturbação, os adultos entendem rapidamente que algo não vai bem. "A grande diferença da fobia para uma ansiedade normal, é que a pessoa percebe aquele medo como sendo absurdo, tem consciência e busca ajuda por causa disso. A fobia está ligada a um instinto reprimido a nível inconsciente que o indivíduo não sabe como trabalhar e acaba projetando no medo excessivo de barata por exemplo. E então entra a regressão como outro mecanismo, porque você já viu um adulto subindo em cima de uma cadeira por medo de barata? Se regride", explica a psicóloga Claudete de Morais.
Fobias específicas, como essa de barata, não 'incomodam' tanto, já que é fácil sair correndo de um inseto, mas tudo depende do nível desse medo. As fobias mais limitadoras, segundo Claudete, são as que prejudicam a vida da pessoa, como a fobia social, onde existe o horror de ser

 
 

 

 

Claudete de Moraisobservado e a claustrofobia (medo de lugares fechados) onde a pessoa simplesmente deixa de frequentar esses locais e por conta disso o nível de ansiedade torna-se enorme.

A psicóloga afirma que fóbicos de maneira geral são pessoas que tiveram uma educação muito rígida, foram educadas dentro de modelos muito estruturados, tiveram seus instintos (sexualidade) reprimidos e são adultos que se cobram o tempo inteiro, sentem medo de errar. "Acontece um deslocamento da angústia, da ansiedade, que a pessoa nem sabe direito o que é, mas projeta em determinado objeto, animal, situação".
Sintomas clássicos de fobias - mas não obrigatórios - são ansiedade, medo, falta de ar, palpitação, mãos frias, sudorese, taquicardia, tontura, boca seca, insônia, nó na garganta e auto estima rebaixada. Dependendo do grau da fobia, se não for tratada, torna-se cada vez maior, podendo desencadear uma síndrome do pânico, pontua Claudete.

O tratamento é baseado no enfrentamento da situação que causa tamanha ansiedade ao indivíduo, para isso a psicoterapia auxilia no processo de desvendar as causas e dependendo, é necessário o tratamento medicamentoso complementar. "Através de exercícios como a hipnoterapia é possível acessar o desencadeador na memória e fazer um enfrentamento mental para ir aos poucos se aproximando da situação real tão temida", disse a psicóloga.

 

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