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A psiquiatra pontua que as etapas
naturais do desenvolvimento levam os indivíduos a sentirem mais
ansiedade em determinadas situações, a tendência normal é que essas
ansiedades sejam superadas. O fóbico social vai tornando-se mais tenso a
cada exposição. As pessoas que sofrem de fobia social, sentem medo ou
embaraço diante de situações sociais, a ponto de enfrentarem essas
situações (ou evitá-las) com forte angústia e sofrimento.
De maneira geral, a avaliação para
diagnosticar fobia social em menores de 18 anos leva em conta os
Sintomas' por um período mínimo de seis meses consecutivos. "O
critério geral para identificar que seja fobia social em crianças e
adolescentes, é que elas apresentem esse medo aos pares também, perante
aos colegas, porque é comum a criança ficar tímida em frente a adultos,
isso é normal", diz Liliane. Só vai classificar um problema, se estiver
ultrapassando todas as relações.
"Já os adultos têm que perceber isso como anormal, a própria pessoa sabe
que alguma coisa não está certa. Em crianças, isso pode não acontecer,
porque não existe essa percepção. A criança como não reconhece, não vai
se queixar, se for só uma ansiedade, ela supera. Nas crianças que têm
fobia social, em geral o padrão de angústia é maior que o de evitar,
porque elas acabam sendo obrigadas a enfrentarem a situações. O
adolescente já evita mais, pode até ser classificado dentro de um
transtorno de conduta, ou
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por exemplo faltar à escola, como sendo
vadiagem, sem perceber que na verdade é um medo, uma forte ansiedade que
está fazendo ele faltar a escola", explica a psiquiatra.
O tratamento varia de acordo com o grau do distúrbio. A terapia
cognitivo comportamental (psicólogo) auxilia de maneira que a pessoa
possa ir entendendo aos poucos o porquê de sentir tanto medo de se
expor. O tratamento medicamentoso - com adultos - porque com crianças,
não tenho experiência em tratamento- é à base de medicação ansiolítica
ou anti depressivo com efeito ansiolítico, que vai ajudar para ansiedade
antecipatória, quando diante das situações a pessoa começa a sofrer
muito antes, e às pessoas que têm um quadro restrito a determinadas
situações, por exemplo a fobia social de performance, que só temem por
exemplo falar em público, mas isso é feito com muito prejuízo também, a
pessoa evita essas circunstâncias, pode ser feito uso de medicamento que
interrompe as manifestações externas. Diante da situação, o paciente não
vai tremer, não vai ter palpitação, conseguirá se expor sem o mal estar
que o acompanha".
Liliane enfatiza que é sempre importante estar atento aos comportamentos
das crianças e adolescentes e os próprios adultos, se entenderem que
algo está errado, procurarem ajuda se necessário, porque o transtorno
vai restringindo a vida.
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