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Entre as situações naturais que causam angústia e medo na infância, dormir, ficar no escuro e separar-se dos pais são frequentes. Geralmente, são medos conscientes e estão encobrindo uma angústia inconsciente. "Os medos muito intensos em relação a objetos ou situações específicas externas que, em princípio não deveriam ser consideradas perigosas, ou medo irracional que provoca a evitação consciente do objeto ou de uma determinada situação, pode ser considerado como reação fóbica. Outra reação possível é um aumento da irritabilidade, hiperatividade, comportamento agressivo ou alienação e apatia, podendo chegar até mesmo à depressão. De toda maneira, a reação fóbica acarreta uma perturbação da capacidade de funcionamento da criança", explica a psicóloga.
Ao perceber que algum medo da criança tenha tomado uma dimensão maior do que a aceitável, é preciso ter atenção e se necessário, buscar ajuda. "Costumo dizer que para um adulto ter um certo equilíbrio emocional depende muito de como ele foi acolhido na infância. Fazer de conta que não é nada ou exacerbar os sintomas dos filhos, não é adequado. O importante é cuidar dos filhos com total responsabilidade. Privilegiar os cuidados emocionais e afetivos, o envolvimento e atenção na estrutura psíquica dos filhos é o maior investimento que se pode fazer para ele, além da maior prova de responsabilidade que se possa dar", encerrou Lorene. O tratamento com crianças fóbicas tem como base o lúdico, através de jogos, desenhos e brincadeiras que possam auxiliar no processo de cura do paciente. |
Fobia social: prejuízos à vida pessoal e profissional
A
psiquiatra carioca Liliane Vilete desenvolveu pesquisa com crianças e
adolescentes de 10 a 21 anos sobre as fobias sociais. O objetivo era
testar a eficácia do teste Social Phobia Inventory (Spin) desenvolvido
nos Estados Unidos, como método de estudo para detectar possíveis casos
de fóbicos sociais, adaptar o teste à nossa realidade, em duas escolas
municipais do Rio de Janeiro. O teste se mostrou confiável para ser
adaptado por aqui. O trabalho aplicado como mestrado de Liliane em 2002,
rendeu à ela o prémio Dr. Zaldo Rocha, da Associação Brasileira de
Psiquiatria, como a melhor pesquisa na área da psiquiatria da Infância e
Adolescência, em 2005.
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Claudete de
Morais - Psicoterapia - Psicanálise - Hipnoterapia |
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