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Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
4 - O DESAFIO DE LIDAR
COM O STRESS

Muitos dos transtornos que afligem o
cérebro, como a depressão e a mania, podem ser disparados em períodos de
stress intenso. Isso não significa, no entanto, que o stress, por si só,
seja sempre um vilão. E fundamental que possamos identificar situações
ameaçadoras e reagir a elas de forma condizente. O stress agudo tem
efeitos benéficos sobre a memória e a resposta imunológica. A resposta
imediata a ele é altamente desejável, pois nos permite resolver as mais
diferentes situações.
O cérebro, porém, não apenas responde, mas também antecipa
possíveis situações estressantes. Algumas preocupações são saudáveis,
embora deflagrem uma espécie de stress antecipado, chamada de ansiedade,
que pode ser percebido como indesejável. Em doses saudáveis, no entanto,
essa Habilidade de "pré-ocupar-se" evita que nos coloquemos em situações
problemáticas, o que é favorável - desde que nas horas certas.
A ansiedade crônica, porém, diminui a qualidade de vida ao prazer com
que o cérebro 'crie" seu próprio stress crônico, apontado pela
neurociência hoje como o vilão da história. Por meio da produção
sustentada de doses maciças de hormônios glicocorticóides no sangue, que
agem diretamente sobre neurônios do cérebro, levando-os à morte, a
resposta de stress prolongada e exagerada acaba por tornar ruim para
corpo e cérebro tudo o que inicialmente era bom.
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UMA DAS funções importantes
do sono é a consolidação de memórias. As atividades cerebrais envolvidas
nesse processo foram pesquisadas e descritas pelo neurocientista
brasileiro Sidarta Ribeiro, diretor de pesquisas do Instituto
Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).
Segundo ele, quando uma pessoa dorme, modulam-se desde processos
moleculares dentro dos neurônios até modificações eletrofisiológicas em
múltiplos circuitos neurais. Além disso, durante a fase do sono com
intensa atividade onírica (conhecido como sono REM), ocorre a expressão
dos genes que ajudam a perenizar conexões sinápticas recém-utilizadas.
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5 - A FORÇA DOS EXERCÍCIOS
Boa parte dos problemas de saúde mental
dos idosos é causada ou agravada pela má saúde física. A troca de massa
muscular por gordura, a tendência ao sedentarismo e à hipertensão
comprometem o desempenho cardiovascular, o que aumenta 3 possibilidades
de ocorrência de microderrames e acidenres vasculares - sobretudo por
causa do acúmulo de placas ateroscleróticas nas artérias, com o passar
do tempo.
O exercício físico intenso também é um dos melhores estabilizadores de
humor que a neurociência moderna conhece.
No final dos anos 90, a neurociência
descobriu que a ação antidepressiva e estabilizadora do humor do
exercício físico está relacionada a uma ação surpreendente do corpo
sobre o cérebro: a capacidade de fazer com que aumente a produção de
neurônios novos no hipocampo e no sistema de recompensa.
Hoje se sabe que o hipocampo, conhecido por seu papel na formação de
novas memórias, também atua como a origem de um sistema de alarme que
nos lembra de tarefas a cumprir e gera a ansiedade que nos chama a
atenção para os deveres. Como os neurônios novos no hipocampo têm ação
inibitória, funcionam como um freio que mantém sob controle a percepção
do stress e a resposta a ele. Disfunções nesse sistema, como a perda do
controle inibitório interno do hipocampo, causam ansiedade e aumentam a
resposta ao stress.
Aqui está a importância dos ansiolíticos, substâncias capazes de
aumentar diretamente a inibição dentro do hipocampo e, portanto, conter
a resposta ao stress. E aqui está, também, o local de ação de todos os
tratamentos com efeitos antidepressivos - incluindo o exercício físico.
Os efeitos se dão através da produção de um fator de crescimento,
chamado BDNF, em resposta a antidepressivos, lítio, eletrochoque - e
exercício físico.
Contar com maior quantidade de neurônios
no hipocampo antes de ocorrerem situações es-tressantes também confere
uma grande vantagem ao cérebro: ele responderá de forma mais adequada
(e saudável) em situações de stress crónico. O aumento de células
neurais a cada dia pode até dobrar se acrescentamos o exercício físico à
rotina.
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O SEDENTARISMO é o grande
vilão no desencadeamento de algumas formas de demência, indicam as
pesquisas. Um trabalho desenvolvido pela Universidade Harvard e outras
três instituições com mais de 18 mil mulheres entre 70 e 81 anos apontou
que, quanto maior o tempo dedicado às atividades físicas, em especial as
caminhadas, mais lento é o declínio cognitivo. Esse foi um dos primeiros
trabalhos a explorar a relação específica entre caminhada e função
cognitiva, e os resultados foram publicados em 2004 no fournal of the
American Medicai Association.
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Continua
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