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Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
de informações e de casos exemplares dos
quais o professor, inevitavelmente, se vale na busca da transmissão de
um conteúdo. Sendo assim, avaliamos o êxito de qualquer ensino não pela
capacidade de reprodução que o aluno tem do que lhe foi apresentado, mas
sim pela sua
capacidade de construir respostas próprias a novos
problemas, nem que para isso se faça uso das soluções exemplificadas
anteriormente em sala de aula. Toda situação didática proposta ou
imposta de maneira uniforme a todos os alunos será fatalmente inadequada
para um grupo deles. Para alguns, fica fácil demais; para outros,
difícil demais; mesmo que esteja adequada ao nível de desenvolvimento
cognitivo dos alunos. Ela pode parecer sem sentido para uns, sem valor
para outros ou simplesmente não despertar o interesse dos alunos, a
ponto de não desenvolver atividade intelectual suficiente para promover
a construção de novos conhecimentos.
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Daí a necessidade e importância da
diferenciação do ensino. Argumenta Perrenoud (1995): diferenciar o
ensino "é organizar as interações e atividades de modo que cada aluno se
defronte constantemente com situações didáticas que lhe sejam mais
fecundas."
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DIFICULDADE DE
APRENDIZADO
O ser
humano é singular. Desde o início da sua vida apresenta
ritmos e estilos significativamente diferentes para realizar
toda e qualquer aprendizagem, seja ela andar, falar,
brincar, comer com autonomia, ler, escrever, relacionar-se,
analisar, interpretar, etc. Toda aprendizagem, inclusive a
cognitiva, é um processo contínuo, que ocorre em progressão
e não pode, nem deve, ser interrompida ou sofrer retrocessos
ao longo do percurso. O cérebro humano não possui nenhum
módulo de aprendizado automático de leitura escrita ou
cálculo: aprender depende de conhecimentos prévios.
Parte-se, quando possível, de problemas e situações
experimentais para que, com o apoio na intuição, o aluno
ascenda gradualmente à formalização dos conceitos. São
identificadas situações para estabelecer conexões entre os
diversos temas de forma a proporcionar uma oportunidade de
relacionar os vários conceitos aprendidos, sendo mais fácil
a assimilação quando no ambiente familiar há o uso do
aprendido. Portanto, antes de incriminar ou descriminar um
aluno no processo de aprendizagem é necessário rever ações
de todos os envolvidos: pai, mãe, professores, a família
como um todo e, a partir destas reflexões, entender as
razões e dificuldades do não aprendizado. Nestas situações
há necessidade de um conhecimento da neurobiologia e da
psicopedagogia por parte de todas as pessoas envolvidas para
amenizar e diminuir as dificuldades do aprendizado. É
notória a necessidade de conhecer o aluno, pois a emoção e a
motivação influenciam sistemas neuronais e estabelecem quais
informações serão guardadas. |
Continua
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