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Parte 1

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Parte 3

Parte 4


Se o aluno não compreendeu algo bem, decorar irá fortalecer precisamente as conexões estabelecidas de forma equivocada, pois ele seguirá ativando-as. Dessa forma, o erro se imprimirá cada vez mais fundo no cérebro.
Para tanto só há uma saída: a total modificação da metodologia empregada na explicação. Aprender de novo é muito mais fácil preciso rever, com urgência, alguns itens, principalmente com relação ao tempo necessário para que o cérebro consolide o aprendizado, além de adaptação dos conteúdos à realidade do aluno, aplicações práticas do que for ensinado e, indiscutivelmente, a autonomia do professor, após uma necessária capacitação psicopedagógica e de conceitos essenciais da neurobiologia.


DIFERENTES CONTRIBUIÇÕES CIENTÍFICAS


A psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem da neurologia, da epistemologia genética, da pedagogia moderna e do socioconstrutivismo mostrou que a aprendizagem das crianças tem características próprias e de forma distinta dos adultos; que o processo de aprendizagem é progressivo e cumulativo e nem sempre ocorre de forma linear, mas sim por saltos e em ciclos; e que o medo e a passividade não geram aprendizagem coerente ou, ao menos, inteligente, muito pelo contrário, são capazes de inibir a participação das crianças no processo de aprendizagem.
Assim, ao modelo de relação pedagógica autoritária, elitista e excludente até então existente, irá contrapor-se um radicalmente novo, onde o ser que aprende - o aluno - passará a ser o centro do processo de aprendizagem. Este novo modelo deverá estimular o aluno à participação, a envolver-se em atividade construtiva, projeto, comportamento e posicionamento crítico. Importantes educadores e estudiosos contribuíram para a construção de profundas mudanças na educação: Montesso-ri, Piaget, Wallon, Anísio Teixeira, Bourdieu e Passeron, Ana Maria Popovich, Paulo Freire, Emília Ferreiro, dentre tantos outros. Propõem eles uma escola democrática marcada por relações pedagógicas de inclusão, troca, respeito e estimulação do aluno,

 

 
 

 

 

 

 

 

que devem ter respeitadas suas características biopsicossociais consideradas no processo de planejamento, desenvolvimento e avaliação do ensino. Ao professor é atribuído o importante papel de mediador, facilitador do processo de aprendizagem, isto é, o de criar as condições necessárias nesta etapa, incluindo a aplicação dos conceitos aprendidos no contexto social do educando. Contudo, estas novas atribuições implicarão maior responsabilidade, dentre elas, zelar e garantir a aprendizagem do educando.
Logo, a função do professor, que era apenas de ensinar, será agora a de levar o aluno a aprender e a participar efetivamente do processo de ensino-aprendizagem. (NEUBAUER, 2001). Em função de contribuições dadas aos educadores diretamente ou indiretamente das mais variadas áreas, como didática, metodologia do ensino, epistemologia, lógica, modelagem, neurobiologia, etc, aprimoram seu trabalho ao escrever e re-escrever o ensino das ciências matemáticas à luz dos novos conhecimentos, principalmente como o cérebro consolida o aprendizado. Quando falamos das associações entre a matemática e as diversas culturas, deparamo-nos com o conceito de etnomatemática, colocado por D'Ambrosio (1990) como sendo "muito mais do que simplesmente uma associação a etnias, etno se refere a grupos culturais identificáveis, como sociedades nacionais — tribais, grupos sindicais e profissionais, crianças de certa faixa etária, etc".
Observa-se claramente pelas pesquisas que independentemente de onde estiverem as pessoas, e que se as necessidades específi¬cas de cada grupo forem respeitadas — dentre elas a velocidade de aprendizado, condições adequadas de calorias para o organismo e metodologias capazes de respeitar a individualidade de cada aluno diante de suas próprias adversidades -, ocorrerá a apropriação não só dos códigos matemáticos, mas de qualquer tipo de conhecimento.
Na verdade, o objetivo do ensino de matemática sempre ultrapassa a mera memorização
 


Continua
 

 

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