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Parte 1
Parte 2
Aprendizado
Parte 3
Parte 4
Contribuição e Socialização
da Neuroanatomia
Entender o funcionamento do sistema nervoso
central ode contribuir de maneira positiva,
para o desenvolvimento de habilidades cognitivas
dos estudantes, tais como a linguagem e a
criação do raciocínio abstrato.
A necessidade de aprender cada vez mais
não é um fato novo para ninguém na atual sociedade - sempre conectada e
interessada em diminuir distâncias e provocar reflexões constantes
sobre a necessidade de "aprender a aprender" (MORAN, 2002), em uma
velocidade nunca antes conhecida.
"Aprender fazendo" é o princípio que rege os primeiros anos de nossas
vidas, quando aprendemos a engatinhar, a andar, a ganhar domínio sobre
os signos e a desenvolver a linguagem. Embora o aprendizado jamais tenha
fim, as bases do saber são lançadas em grande parte já na infância
(LURIA, 1999).
A escola proporciona oportunidades de
transformações na vida das pessoas que propiciam a socialização de novos
conhecimentos que lhes permitiram desfrutar de uma vida mais digna. O
trabalho do magistério é extremamente envolvente, uma vez que ele
contribui para que diversas pessoas comecem a enxergar o mundo com
outros olhos.
No entanto, é preciso haver uma constante capacitação para que se
entendam comportamentos e atitudes dos alunos, descobrindo estratégias
para motivá-los a obter prazer na descoberta de novos ensinamentos.
Por essa razão, os conhecimentos de neurobiologia devem ser
interiorizados pelos professores e pais, pois é vital saber que, passada
a puberdade, o cérebro se deixa modelar com menos facilidade e a
formação de novas conexões sinápticas torna-se mais rara, razão pela
qual nossa dificuldade em reter dados novos na memória é tão maior
quanto mais tardia sua aquisição.
Nossos alunos e filhos em idade escolar estão propícios a armazenarem
novas informações e, por isso, devem procurar formas diversas para
estimular estas capacidades antes que seja tarde. Exemplo disto é a
criança que, desde pequena, convive com dois idiomas. O processo de
fixação do segundo é feito em redes tão estáveis que ela continuará
dominando-o, ainda que tenha deixado de usá-lo por décadas. A mesma
lógica se aplica a ou¬tras áreas, como a dos números. Exercícios tão
lúdicos quanto a justa divisão de um bolo entre amiguinhos nas
brincadeiras cotidianas lançam as bases neuronais da compreensão
matemática. Quanto maior a quantidade de dados semelhantes
preexistentes, tanto mais fácil é a fixação do novo. Aprender, afinal, é
um processo que se auto alimenta: quanto mais um aluno souber de
matemática ou inglês, tanto mais rapidamente avançará nessas disciplinas
(LURIA, 1999). É importante destacar que aprender só é possível graças a
nossa capacidade de memorização pelo processo neurobioquímico que
acontece no SNC (Sistema Nervoso Central).
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ESTIMULANDO A APRENDER
Toda pessoa que não detenha distúrbios neurológicos ou
neuropsicológicos, quando exposta às situações motivadoras de ensino, é
capaz de aprender e avançar em relação a seus padrões anteriores de
desempenho e aprendizagem. Padrões de aprendizagens cognitivas
desenvolvidas pela escola podem ocorrer com maior ou menor grau de
intensidade em função das características e estimulações desenvolvidas
dentro dos ambientes sociais de onde seus alunos provem e, neste
momento, deve-se mencionar a participação da família e professores que
deveriam incentivar os primeiros estímulos.
Não é de hoje que os cientistas buscam aprofundar o conceito de
inteligência e saber como se desenvolvem as habilidades intelectuais na
infância. Nos anos iniciais de escolaridade, o desempenho cognitivo e
acadêmico de crianças e jovens de diferentes classes sociais tende a
atingir patamares médios bastante semelhantes se forem respeitados as
dificuldades e obstáculos iniciais dos alunos, além de garantida a
aprendizagem continuada com reforço, orientação e processos paralelos de
acompanhamento para aqueles que, ao longo do ciclo, apresentarem maiores
dificuldades na relação ensino-aprendizagem. O conhecimento das ações do
inconsciente e de conhecimentos neurobiológicos por parte do
professor/pais pode, nestes casos, colaborar no processo de
ensino-aprendizado.
Em seu conjunto, os sentimentos podem estimular o aprendizado,
intensificando a atividade de redes neuronais e fortalecendo suas
conexões sinápticas (DOWKER, 2005). Mas é precisamente entre os 3 e os
10 anos que o cérebro está sempre à procura de novo alimento, o que, de
resto, o mundo lhe oferece em abundância: a cada segundo, uma profusão
incomensurável de impressões abre caminho pela via dos sentidos. Como é
o cotidiano escolar? Raras vezes, ele procura expandir as capacidades
preexistentes. Ao contrário, busca-se compensar o déficit resultante da
comparação entre o currículo exigido e o saber efetivo dos alunos. Em
vez da escola se valer das capacidades de cada um e expandir, os alunos
são predominantemente atormentados com suas deficiências individuais. A
situação ainda é pior, pois muitos professores ensinam suas matérias
sempre da mesma forma. Aos alunos resta como último recurso decorar os
conteúdos ensinados, em vez de aprendê-los. Do ponto de vista
neurobiológico, faz pouco sentido. Se o aluno não compreendeu algo bem,
decorar irá fortalecer precisamente as conexões estabelecidas de forma
equivocada, pois ele seguirá ativando-as.
Continua
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